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Selo 2015

Câmara de Vereadores de Passo Fundo/RS

NOTÍCIA

PROJETO DE LEI

Scheis quer ampliar a segurança dos bairros e tornar moradores agentes da segurança

Dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comparados com apontamentos da Organização das Nações Unidas (Onu), indicam que, para chegar a um efetivo suficiente para atender à população, o Brasil deveria dispor de mais 20 mil policiais militares. A carência de profissionais, provocada principalmente por declínios econômico e fiscais dos estados, eleva as chances de registros de violência e reforça a necessidade de o poder público municipal e as comunidades planejarem medidas que impactem em mais segurança. 

Frente a este contexto, o vereador Luiz Miguel (PDT) oficializou uma iniciativa que deve ser uma ponte entre os moradores e os órgãos do setor, facilitando os pedidos de socorro e as ações de policiais. O parlamentar, por meio de um Projeto de Lei, quer implementar em Passo Fundo o Programa Vizinhança Vigilante, uma ideia que se beneficia da tecnologia e tem trazido resultados positivos em outras cidades que lutam para diminuir índices de crimes.

Como explica o parlamentar, o Programa consiste na criação de grupos na rede social WhatsApp, administrados por moradores, supervisionados pela União das Associações de Moradores (UAMPAF) e que tenham contato direto com as centrais de atendimento da Brigada Militar e da Polícia Civil. Isso significa que, quando os moradores perceberem movimentações incomuns e que possivelmente assinalem para algum crime, eles poderão enviar uma mensagem, acionando uma solicitação de ajuda ou auxiliando na identificação de suspeitos.

Conforme Scheis, pelo fato de os vizinhos se conhecerem e acabarem deduzindo as rotinas uns dos outros, qualquer movimento diferente que os envolva ou ocorra em suas casas pode ser percebida. O Programa, segundo ele, “estreitaria laços de cooperação” entre os moradores interessados em contribuir para a ampliação da segurança de seus bairros. “As associações de bairros têm muita força para mobilizar os moradores e expor a necessidade de um trabalho conjunto. Os moradores, por sua vez, são os principais fiscalizadores e, nos grupos, serão agentes de segurança, acionando os órgãos e até evitando ocorrências. Claro que, para isso eles deverão se comprometer com a criação e manutenção de uma cultura de segurança preventiva e manter, sobretudo, a veracidade dos acontecimentos”, considera.

 

Efetivo insuficiente e o cidadão como agente

A Onu orienta que haja um policial para cada 450 habitantes. A média verificada no Brasil, a partir de um estudo do IBGE – o Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros –, realizado em 2014, é de um para 473. Essa mesma avaliação evidenciou que o Rio Grande do Sul está entre os seis estados que possuem os piores efetivos, dispondo de um policial para cada 547 habitantes.

Scheis, que carrega uma trajetória de 35 anos na Polícia Civil e, no Legislativo, mantém como uma das bandeiras de seus mandatos a segurança pública, reconhece o déficit e reforça que o poder público municipal e as próprias comunidades não podem permanecer “à mercê da criminalidade”. “Falta efetivo e, cada vez menos, pessoas que cometem crimes estão preocupadas em se esconder. Elas, sem medo de um retorno aos seus delitos, agem de cara limpa, à luz do dia. Não podemos ficar olhando para um aumento dos números de roubos, assaltos à mão armada, latrocínios, entre outros crimes, e esperar medidas do governo estadual. Temos de trabalhar com os recursos disponíveis para promover a defesa da população. E o envolvimento de cada cidadão é importante neste processo”, enfatizou.

Foto: Comunicação/Câmara de Vereadores