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Câmara de Vereadores de Passo Fundo/RS

NOTÍCIA

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Spinelli e integrantes da rede de proteção social discutem implementação do ambulatório de rua

As ruas de Passo Fundo se tornaram o lar, temporário ou definitivo, de muitas pessoas, que enfrentam os dias com poucas condições para a sua sobrevivência. Esse é um cenário debatido pelo poder público, que esbarra em desafios para acolhê-las e reinseri-las na sociedade.

Enquanto, por diversos motivos, não é possível que elas retornem para suas famílias, algumas alternativas são planejadas para garantir que tenham as necessidades básicas supridas, como alimentação, higiene e saúde. Uma proposta recente foi apresentada pelo vereador Saul Spinelli (PSB), que sugeriu que a Prefeitura criasse um ambulatório de rua para atendimento médico e psicológico de quem vive ou se encontra em situação de rua. Estima-se que, atualmente haja 11 pessoas que habitam definitivamente as ruas e 114 que fazem delas um abrigo transitório.

Para avaliar como o projeto pode ser implementado, o parlamentar organizou uma reunião com profissionais que atuam na rede de proteção social. Participaram do encontro, ocorrido na manhã desta terça-feira (3), na Câmara, representantes das secretarias de Saúde e de Cidadania e Assistência Social e também do Curso de Medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), um aliado da iniciativa.

De acordo com Spinelli, o ambulatório funcionará por meio de uma van equipada. O objetivo é que uma equipe multidisciplinar se dirija até os grupos que serão atendidos, tornando mais fácil a aproximação da rede com as pessoas que estão nas ruas. “A rede vai planejar como isso acontecerá. Mas, inicialmente, nós já discutimos que o livre arbítrio dessas pessoas deve ser respeitado. O ambulatório atenderá as que quiserem ser atendidas porque também operará pela garantia de direitos e emancipação de todos”, disse o parlamentar.

O secretário da pasta de Cidadania e Assistência Social, Wilson Lill, comentou que o ambulatório de rua é necessitário, uma vez que pessoas que estão nas ruas não buscam outros espaços de auxílio em saúde. Conforme indicou, a iniciativa favorecerá também profissionais do sexo e indivíduos imersos na drogadição. “Todos esses grupos têm de ser atendidos em suas condições. E essa será uma forma de garantir o acesso à saúde”, reiterou.

A van que viabilizará as atividades do ambulatório deverá ser conseguida por meio de doação, medida que a rede irá pleitear. As parcerias facilitarão que a proposta seja executada com rapidez e eficiência, como a conseguida com a UFFS. O coordenador do Curso de Medicina, Júlio Stobbe, comenta que o trabalho colaborativo será proveitoso para ambas as partes. “A Universidade deve atuar de forma objetiva, com os professores, que auxiliarão sob o ponto de vista médico, e com alunos, que trabalharão em levantamentos científicos. Esses números poderão ser até utilizados pelo Município, que disponibilizará de instrumentos científicos para melhorar o trabalho na área”, salientou.

Durante o encontro, ficou definido que o próximo encaminhamento para facilitar a efetivação do atendimento será debater, com toda a rede, como acontecerá a comunicação entre os canais que a integram. O seminário deverá contar com a participação de membros da Defensoria Pública e da Brigada Militar.

Segundo Spinelli, a criação do ambulatório permeia debates que já duram dois anos. A formalização da sugestão e a promoção de reuniões trazem mais agilidade para que ele saia do papel. “A Câmara, assim como tem feito em muitas outras situações, vem dar a sua colaboração. É o Legislativo trabalhando para solucionar os problemas existentes na nossa sociedade”, considerou Saul.

Foto: Comunicação/Câmara de Vereadores