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Câmara de Vereadores de Passo Fundo/RS

NOTÍCIA

TRIBUNA POPULAR

Reforma da previdência e cortes na educação são alvos de críticas

Na Sessão Plenária desta quarta-feira (15), o espaço da Tribuna Popular foi ocupado pela dirigente do Centro Municipal de Professores de Passo Fundo (CMP/Sindicato), Regina Costa dos Santos. No dia marcado pela Greve Nacional da Educação, a sindicalista criticou a Reforma da Previdência e os cortes orçamentários do Governo Federal na Educação. A entidade entregou aos vereadores uma Carta Aberta com o posicionamento dos professores municipais, estaduais, estudantes, outros sindicatos, organizações e instituições ligadas ao setor. O Plenário Sete de Agosto esteve lotado de manifestantes que acompanharam o discurso da representante.

O manifesto critica a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019 apresentada pelo governo do Presidente Jair Bolsonaro para reequilibrar as contas públicas. “Na verdade, a PEC penaliza as classes menos favorecidas e, ao contrário do que vem sendo dito pelo governo, exige sacrifícios dos mais pobres e beneficia os grandes bancos e as grandes empresas sonegadoras da previdência”, relata o texto da Carta Aberta. Segundo a sindicalista, a reforma pune todo o magistério, reduzindo os ganhos na aposentadoria e aumentando o tempo de contribuição principalmente para as mulheres, maioria na categoria. “As professoras vão morrer em sala de aula sem conseguir se aposentar, vão ter que ficar 40 anos lecionando, para receber 80% de todas as contribuições, podendo chegar de 50% a 80% do salário da ativa”, concluiu Regina.

A Carta Aberta também repudia os cortes na educação recentemente anunciados: “O Ministério da Educação (MEC) já fez bloqueios de R$ 5,7 bilhões, o que representa 23% da verba não obrigatória, cortando investimentos em todas as etapas da educação, inclusive a básica”, consta na redação. Segundo a dirigente sindical, o ensino superior vem sendo duramente atacado pelos cortes onde o congelamento de recursos compromete R$ 2,1 bilhões do orçamento, inviabilizando a operação de universidades e dos institutos federais, afetando a pesquisa científica e acadêmica.

A professora pediu apoio aos vereadores e convocou todos os trabalhadores para a Greve Nacional Contra a Reforma da Previdência marcada para o próximo dia 14 de junho.

Foto: Comunicação/Câmara de Vereadores