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Câmara de Vereadores de Passo Fundo/RS

NOTÍCIA

CODEPAS

Executivo presta esclarecimento na Câmara sobre situação da empresa

Por iniciativa da Comissão de Cidadania, Cultura e Direitos Humanos (CCCDH), com concordância de outros vereadores, membros do Executivo foram convocados para prestar esclarecimentos sobre a atual situação fiscal da Companhia de Desenvolvimento de Passo Fundo (Codepas) na tarde desta sexta-feira (11). O encontro ocorreu no Plenarinho da Câmara Municipal e contou com a presença de parlamentares e funcionários da empresa que acompanharam os depoimentos.

O vereador Saul Spinelli (PSB), presidente da CCCDH, comandou a reunião, frisando em seu início, sobre a convocação ter sido feita com antecedência, conforme rege a Lei Orgânica, tendo convocado os membros aptos a prestar os devidos esclarecimentos. “Essa ocasião é importante para ouvirmos a palavra do Executivo sobre a situação da companhia”, destacou.

O Procurador Geral do Município, Adolfo Freitas, apresentou dados para ilustrar a situação financeira atual da empresa. Ele destacou o prejuízo acumulado de R$ 15 milhões nos últimos doze anos. Porém, ao informar os números de cada setor separadamente, ele salientou que alguns destes são lucrativos, como o estacionamento rotativo pago, a coleta de lixo e o transbordo de resíduos. No entanto admitiu os prejuízos acumulados nos últimos anos no transporte público.

Adolfo atribui o déficit do setor às seguidas quedas constatadas no número de usuários de coletivos. Segundo ele, as pessoas estão aderindo cada vez mais a outros meios como os aplicativos de transporte, por exemplo. Ele ainda elencou fatores como congelamento de tarifas e linhas pouco atraentes.

No espaço aberto para colocações dos vereadores, ao ser questionado sobre a possibilidade de fechamento do setor de transporte público, o Procurador colocou tratar-se de uma perspectiva, mas que não se sabe quando será efetivada. No entanto, ele ressaltou que o Município está preocupado com a companhia. “Nunca foi dito que há interesse em fechar a empresa, nem em exonerar os 144 funcionários do setor, queremos protege-los”, pontuou.

Dentre as dúvidas expostas pelos parlamentares, Adolfo ainda afirmou que o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos Urbanos de Passo Fundo (Sindiurb) recebeu por primeiro a informação da ausência da Codepas na licitação do transporte público. O Procurador completou que ela se deu por recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), devido aos prejuízos acumulados. Também reforçou não ver a empresa como prejuízo ao município.

Saul observou que o encontro realizado não foi o primeiro e não será o último momento para discussão da temática do transporte coletivo. Ao final da reunião, ele comentou sobre o panorama da empresa. “Eu entendo que se posta como prejuízo investimentos tais como a compra de parquímetros, de ônibus e de caminhões para coleta de lixo. Todos esses investimentos sempre foram pagos pela companhia, que também, historicamente, operou linhas deficitárias porque as demais empresas não queriam. A Codepas assumiu serviços tais como coleta de lixo, estacionamento rotativo, e linhas não atrativas para resolver questões do Município. Agora eu acredito que será a oportunidade de fazer as adequações necessárias e seguir operando em todos os serviços”, declarou.

Participaram do encontro os parlamentares Ronaldo Rosa (SD), Rudimar dos Santos (PCdoB), Eloí Costa (MDB), Pedro Daneli (Cidadania), Rafael Colussi (DEM), Evandro Meireles (PTB) e João dos Santos (PSDB), além do procurador jurídico da Casa, Alessandro Wibelinger. Pelo Executivo, também compareceram o secretário de Transporte e Serviços Gerais, Cristian Thans, e o diretor operacional da Codepas, Maroni Franco.

Entenda o caso

Segundo a Prefeitura Municipal, a Codepas vem apresentando balanços negativos nos últimos anos. Em virtude destas dificuldades, o Executivo decidiu deixar a empresa fora do novo edital de licitação do transporte público de Passo Fundo. Foi colocada a possibilidade de um possível fechamento do setor, podendo impactar na saída ou necessidade de realocação de 144 funcionários.

A CCCDH convocou uma audiência pública, realizada no último dia 17 de setembro, no Plenário Sete de Agosto, para tratar da situação fiscal da empresa e da possibilidade de exoneração ou realocação dos funcionários. A ideia da audiência era promover um diálogo direto envolvendo o Executivo Municipal, mas nenhum dos membros convocados compareceu. Devido a isso, foi decidido fazer uma convocação para prestação de esclarecimentos onde os representantes fossem obrigados a comparecer.

 

Foto: Comunicação Social/Câmara Municipal

 

 

 

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