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Câmara de Vereadores de Passo Fundo/RS

NOTÍCIA

HISTÓRIA

Victor Issler trouxe representatividade ao município por três décadas

A série “Revivendo Passo Fundo” aborda nesta edição o político e desportista Victor Loureiro Issler. Ele construiu sua carreira política representando a cidade, a região e o estado do Rio Grande do Sul em cargos legislativos, além de participar ativamente da vida pública de Passo Fundo e região.

Victor nasceu em Passo Fundo em 12 de março de 1901, sendo filho de Artur Schell Issler e de Josefina Loureiro Issler. Na infância, ele realizou seus estudos no Colégio Anchieta, em Porto Alegre. Após completa-los, ele passou a se dedicar às áreas do comércio, da agricultura e da indústria. Ainda jovem, já em Passo Fundo, foi um dos membros fundadores do Sport Clube Gaúcho, estando presente na assembleia que determinou sua fundação.

Após acumular experiências na comunidade, Victor Issler candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, em outubro de 1950, obtendo a segunda suplência. Ele tomou assento na Câmara Federal apenas no período entre julho e dezembro de 1952. Já em outubro de 1954, concorreu novamente ao pleito sendo eleito deputado federal, representando o estado a partir de fevereiro de 1955.

Victor voltou a disputar a eleição de 1958 onde foi reeleito deputado federal, passando a integrar a Frente Parlamentar Nacional (FPN). Ela foi uma entidade suprapartidária criada em 1957 com o objetivo de controlar a participação do capital estrangeiro no país e defender uma política de desenvolvimento autônomo da economia nacional. Ele interrompeu seu mandato em 1960 para assumir o cargo de Secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, no governo de Leonel Brizola.

Durante seus mandatos na Câmara dos Deputados, mais precisamente em 1956, Issler publicou o documento “Estrada do Trigo: Ligação Ferroviária Porto Alegre – Caí – Passo Fundo”, onde descrevia a preocupação com o desenvolvimento regional, estadual e nacional via modal ferroviário. Dentre os apontamentos e expectativas relatados após estudos que ele realizou, estavam que a ferrovia serviria à região, na produção de trigo, cerca de 62,4% da produção do Estado e 50% da produção nacional. O projeto desta ferrovia foi elaborado entre 1945 e 1953, mas a obra só foi concluída em 1978.

Voltando à esteira política, Victor foi reeleito deputado federal em outubro de 1962. Porém, nesse mandato, ele foi diretor da Carteira de Crédito Geral do Banco do Brasil entre novembro de 1962 até abril de 1964, quando ocorreu a deposição do presidente João Goulart e o golpe civil-militar foi instaurado no Brasil. Então, ele reassumiu sua cadeira na Câmara Federal até entrar em vigor o Ato Institucional nº 2, em 27 de outubro de 1965, que, dentre outras normas, determinava a extinção dos partidos políticos. Com o bipartidarismo instituído, Issler teve que trocar a legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), onde cumpriu seus mandatos anteriores, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964.

A partir disso, Victor seguiu na legenda cumprindo este mandato, sendo reeleito no pleito realizado em novembro de 1966, bem como em 1970. Nesta legislatura, que seria sua última, ele foi membro da Comissão de Orçamento e suplente das comissões de Economia e de Agricultura e Política Rural.

Além de suas atribuições como parlamentar na Câmara Federal, foi presidente do Sindicato do Mate Rio-Grandense e do Instituto Interestadual do Mate, em Santa Catarina. Ainda foi membro das juntas deliberativas do Instituto Nacional do Mate e do Instituto Nacional do Pinho.

Victor Loureiro Issler foi casado com Maria Célia Magalhães Issler, com quem teve quatro filhos. Ele faleceu no dia 20 de setembro de 1974, em Brasília, durante seu sétimo mandato. Um dos bairros de Passo Fundo leva seu nome, além de escolas públicas em cidades como Erechim e Porto Alegre.

 

Arte: Comunicação/CMPF