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Câmara de Vereadores de Passo Fundo/RS

NOTÍCIA

FÓRUM DE DEBATES

Representantes do comércio, indústria e construção civil abrem Fórum de Debates

A Câmara de Vereadores estreou nesta quinta-feira (1) o Fórum de Debates do Legislativo, com o objetivo de contribuir para a retomada das atividades econômicas em Passo Fundo, afetadas diretamente pela pandemia da Covid-19. Esta foi uma iniciativa da Mesa Diretora da Casa, que em seu formato propõe uma live por semana, com a presença de representantes de diferentes segmentos da sociedade.

A estreia contou com a participação de representantes de importantes entidades do nosso município, como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócios (Acisa), Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) e Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sinduscon).

Mediando o debate, a vice-presidente do Legislativo, vereadora Janaína Portella (MDB), abriu os trabalhos, enfatizando a proposta do Fórum. “Nosso desejo é proporcionar uma aproximação dos segmentos da sociedade, debatendo e construindo os melhores encaminhamentos para esse momento difícil que estamos enfrentando”, considerou.   

O presidente da CDL, Sérgio Giacomini destacou o trabalho da entidade diante da pandemia, especialmente no sentido de orientar os associados, para que adotassem e respeitassem os protocolos, para segurança de seus colaboradores e de seus clientes. “Produzimos e entregamos materiais informativos, que foram afixados nos estabelecimentos, a fim de reforçar as orientações. Em sua maioria são micro e pequenos empresários que estão na linha de frente e que tem as mesmas preocupações com a sua saúde e com a saúde de suas famílias”, afirmou.  

Sérgio revelou dados importantes, resultados de uma pesquisa realizada no último mês de março, aplicada com o objetivo de compreender a realidade do setor e o sentimento dos empresários. Segundo a pesquisa, 44% das empresas tiveram perdas de mais de 50%, sendo que algumas chegaram a 80% e 90%. Ainda, 50,83% dos empresários sentiram-se obrigados a reduzir funcionários. “São dados que demonstram uma séria consequência no sentido econômico e social de nossa cidade, mas que nos dão subsídios para pensarmos e buscarmos algumas ações para ajuda-los a desenvolverem seus negócios”, ressaltou.

O presidente da Acisa, Cássio Roberto Gonçalves lembrou que sempre procurou articular as melhores ações para amenizar os impactos nos associados, que foram pegos de surpresa, em março do ano passado, com o fechamento de quase 100% das suas atividades. Destacou o trabalho realizado junto ao setor de eventos, que sofre muito com a suspensão de suas atividades, bem como a luta pela elaboração de protocolos distintos para bares, restaurantes e casas noturnas. “Nós questionamos, qual a diferença, por exemplo, de um evento social para a atividade de um restaurante ou de um culto religioso, onde pessoas estão presentes. Por que um casamento não pode ser feito em um espaço grande, ao ar livre, com distanciamento, sem baile, sem a banda? São situações que não entendemos e que estamos trabalhando, a fim de que os governantes tenham essas percepções”, explicou Cássio.

Cássio também destacou o setor de educação, demonstrando sua preocupação com o fato de fases importantes do aprendizado, especialmente das crianças de três a oito anos, estarem sendo realizadas através de aulas online.

Representando o Sindilojas, Sueli Marini afirmou que o momento é de responsabilidade coletiva, de trabalhar em parceria com o poder público para atenuar os efeitos sentidos pelos empresários, que afetam não só a eles, mas os seus funcionários. “Tudo o que gera emprego, gera uma caminhada pela economia em todas os setores, então, precisamos trabalhar em sintonia, manter e respeitar os protocolos de segurança, para que Passo Fundo possa ter um segundo semestre melhor, com progresso e rentabilidade para empregado e empregador”, afirmou Sueli.

O presidente do Sinduscon, Leonardo Ghelen lembrou que o setor da construção civil foi um dos menos prejudicados, já que foi classificado como essencial logo no início da pandemia, mas destacou o trabalho da entidade, junto ao poder público, para a liberação de obras, que gerou a manutenção e a geração de novos empregos. Salientou, porém, sua preocupação com as atividades suspensas e questionou os critérios adotados para definir o que é e o que não é essencial. “Essencial é tudo aquilo que a gente faz pra sobreviver, manter os custos das nossas famílias e por isso compartilho da indignação de alguns setores que foram classificados como não essenciais. Não há como admitir algumas atividades paradas há um ano, é preciso ter mais empatia”, considerou.

Ao término dos debates, os participantes parabenizaram a iniciativa da Câmara e agradeceram a oportunidade de estar presente neste momento, que vai gerar ótimos frutos na retomada das atividades.

Para a vereadora Janaína, o trabalho foi muito positivo e viabilizou um diálogo, a troca de ideias com pessoas inseridas na sociedade, que trouxeram o sentimento real dos seus associados, as dificuldades e algumas propostas. “Estamos viabilizando a aproximação do Legislativo da sociedade civil e na próxima semana estaremos trazendo outros empresários, de diferentes atividades, para buscar a construção coletiva e a possibilidade de alternativas para a retomada das atividades econômicas e a viabilidade de projetos e proposições que venham contribuir com o município”, concluiu.

O segunda live do Fórum de debates do Legislativo acontece na próxima quinta-feira (8), às 15h, transmitida nas plataformas digitais da Câmara de Vereadores, como facebook, instagran, youtube e site oficial. A comunidade é convidada a participar enviando suas dúvidas, questionamentos e sugestões, através dos comentários nas redes sociais do Legislativo.

Foto: Comunicação/CMPF

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