NOTÍCIA
CAUSA ANIMAL
Vereadores pretendem criar campanha de conscientização contra animais soltos nas ruas
O número de animais soltos nas ruas de
Passo Fundo é cada vez maior. A prova é o aumento dos acidentes de trânsito
envolvendo animais. O assunto foi discutido na noite desta quarta-feira (17),
no Plenarinho da Câmara de Vereadores, envolvendo membros do Legislativo, do Executivo,
de entidades tradicionalistas e militantes da causa de proteção aos animais. O
objetivo foi discutir ações para conscientizar os proprietários de animais a
não os deixar soltos sem algum amparo. A reunião foi proposta pelos vereadores
Evandro Meireles (PTB) e Rafael Colussi (DEM).
Segundo a Brigada Militar, até o momento, em
2019, foram registrados quatro acidentes provocados por animais soltos nas
ruas, principalmente cavalos. As vítimas sofrem desde ferimentos leves até a
morte, dependendo da gravidade. Os animais também ficam gravemente feridos e
grande parte destes não resiste. Outra questão é a financeira, pois é difícil a
identificação dos responsáveis pelos animais e as vítimas acabam arcando
sozinhas com os custos hospitalares e materiais para o conserto dos veículos.
Existe regulamentação tanto em nível
federal quanto municipal sobre o tema, o problema é que as leis não são
cumpridas. A Lei Municipal prevê que os animais soltos em vias e logradouros
públicos e em locais de fácil acesso ao público sejam capturados e apreendidos.
Os animais ficam à disposição de seu proprietário aguardando resgate por cinco
dias a partir da data da apreensão. Após este prazo, ele pode ser destinado a
um fiel depositário e depois encaminhado para adoção ou leilão.
Atualmente, os cavalos apreendidos são
recolhidos pela guarda municipal que os encaminha à Secretaria Municipal de
Meio Ambiente (SMAM). Para reaver o animal, o dono precisa pagar multa que
varia de R$ 500 a R$ 3 mil. “Foi unânime na reunião a definição de a
identificação destes animais ser necessária e seus donos responsabilizados,
porque abandono de animal também é considerado maus tratos e isso é crime”,
salientou Colussi.
Meireles, por sua vez, lembrou sobre os
animais que participam de rodeios e atividades oficiais do Movimento
Tradicionalista serem todos registrados. “Bastaria cruzar as informações com os
dados dos registros da Inspetoria Veterinária para chegar aos donos, mas o
problema maior está justamente nos animais que não são registrados”, observou.
Os vereadores se encarregaram de levantar
dados para esclarecer uma dúvida: a quem compete a fiscalização para coibir os
animais soltos nas ruas do município. A
Coordenadora da 7ª Região Tradicionalista, Gilda Galeazzi, sugeriu justamente
que seja feita uma parceria entre município e estado para fazer essa
identificação.
O secretário adjunto de Segurança Pública do Município,
Ruberson Stieven, falou sobre a dificuldade enfrentada pela guarda municipal
para conter os animais que muitas vezes ficam violentos já que os profissionais
não possuem treinamento para este tipo de serviço. “Seria importante uma
parceria com as entidades tradicionalistas para que os laçadores nos ajudassem a
capturar os animais”, afirmou. Ruberson orienta para quem encontrar animais nas
ruas, que não buzine e não tente espantar, apenas comunique a situação pelo
telefone 153. O serviço funciona 24 horas por dia.
Os vereadores também buscam a criação de uma campanha de
conscientização para que os proprietários cuidem de seus cavalos, de forma a
evitar acidentes. Além disso, visando a redução destes casos, se pretende
estipular a eles uma multa, e que venham a responder na justiça por crime
ambiental.
Foto: Comunicação Social / Câmara Municipal
